quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Férias - Esquentando os tamborins

A cada ano que meus cunhados falavam, com brilho nos olhos, sobre a viagem à Disney, nossa vontade aumentava e, particularmente, meu sonho adolescente de fazer parte (mesmo que por alguns instantes) do Clube do Mickey, também!!


Sim, porque quando eu tinha 14 anos cansei de ver minhas coleguinhas debutantes se mandarem pra lá.
O sonho só aumentava e, quando em janeiro eles disseram que possivelmente iriam novamente, marido falou pra mim todo contente, que dessa vez talvez poderíamos ir. Cautelosa que sou, o papo ia rolando e eu com os pés atrás. Sim, porque detesto planejar, sonhar acordada e depois ter que retroceder. Sou péssima nessa "brincadeira". rs
A turma era grande, 10 adultos, 2 adolescentes, 3 crianças e 2 bebês.


O sonho foi se tornando real com o passar do tempo. Emails, cotações, idéias, extresses. Cifrões, cifrões e mais cifrões. Óh Céus!

E a todo tempo eu perguntava pro marido temendo uma resposta negativa: E aí, vai mesmo dar pra irmos? E tudo foi se ajeitando positivamente.
Cada centavo economizado, cada não dado às baladas mais caras valeu! A viagem ia sair!
E, como um colega de trabalho fez NY à Orlando no início do ano, me veio a idéia: Porque não aproveitar a ida aos EUA para fazer o mesmo? Afinal, só Deus sabe quando e se voltaremos um dia. Saber enchergar as oportunidades (e se apertar aqui e ali) é fundamental. Cotações e mais contatos...Yes, there we GO!!
Esperamos o passaporte do filhote para solicitar nossos vistos americanos (tensão antes e durante, chá de cadeira e eles disseram sim para a Família Buscapé na terra do Tio Sam), e vistos em mãos (e sem erros) para comprar as passagens e todo o restante. Socorro, a viagem tomava forma. Misto de alegria e apreensão, que loucura. Com a trupe que iríamos alguns itens tiveram que ser em dobro.
Passagens compradas – OK (http://www.gabrielliviagens.com.br/ - Luciano)

Aluguel das casas – OK (http://www.casanadisney.com.br/ - Luciele)

Aluguel dos Carros – OK (http://www.lcc-senator.com/pt/index.php - Cida)
Ingresso dos Parques – OK (http://www.loveorlandotickets.com.br/origem - Raphael)

Antes de tudo fechado (ansiosa eu? Claro que não!rs) eu tive uma anjinha que me ajudou (e me aguentou) com muitos emails, perguntas, mapas, dúvidas e dicas preciosas para os nossos 2 destinos, a Nina. Ela viajava junto comigo no planejamento, nos detalhes, que delícia.
A internet também, nem se fala. Através de blogs (Mãos de Vaca NY em 1 dia NY in two days NY links e posts), por exemplo, fiz a programação da nossa “maratona” em NY. Sim, 1 dia e 1/2 naquela mega cidade cheia de pontos turísticos além de ser loucura é uma prova de marcha atlética sem água pra beber.
Posso dizer que o Google me salvou. Sim, porque quem conhece NY sabe que o metrô de lá para inexperientes é um labirinto sem fim. E como precisávamos economizar $$ a todo custo, ao invés dos ônibus turísticos facilitadores de vida, optamos pelo bom e velho (!!!) metrô. No Google Maps eu fiz um MAPA com meus pontos de interesse. O próximo passo foi colocar o local da partida, do destino, trajeto via transporte público e ele me dava detalhes das estações, quantidade de paradas, tempo estimado. Eu já disse e repito:

Os dias se aproximando e as quartas de finais da libertadores  também. E, quando soubemos que o campeonato atrasaria em 2 semanas já com a viagem fechada, deu aquele aperto no coração. Malditos amistosos da seleção, mal-di-tos!! Pra maioria isso não mudaria NADA, mas pra nós sim, e muito. Fomos em TODOS os jogos da Libertadores no Pacaembú e ultimamente temos acompanhado, pelo menos uma vez por ano, o Corinthians fora do estado. Nem me lembro qual foi a última final de campeonato em que eu não estive presente. O marido então, acho que ele vai a finais de campeonato bem antes de falar Mamã.

Então, na semi final contra o Santos no Pacaembú eu chorei. Primeiro ao ver o estádio de longe e depois ao vê-lo lotado e ilumidado, os fogos e seu barulho peculiar. Aquela seria a minha final particular. Sentimento de que o Corinthians passaria daquele jogo mesmo antes do início e iria à final. A tão esperada final e eu não estaria lá pra ver. O motivo era maravilhoso, inadiável e, mesmo dolorido, eu acredito que nada é por acaso: NADA!
Final de jogo, Timão ineditamente classificado, me despedi em mente do meu time do coração, foquei cada jogador e os desejei boa sorte. Sim, fiz isso em silêncio.
Contagem regressiva para os 2 eventos...
A primeira final seria um dia antes da nossa viagem, nem pra Bombonera pudemos sonhar ir, afinal, vai que um vôo atrasa ou algum imprevisto acontece??!! No way!!
27/07 - Primeira Final - Já antes do início do jogo coloquei a caixa de som na sacada e o Hino do Timão em (bem) alto e bom som afinal, era a minha despedida daquela festa sem precedentes que o país veria e sentiria de perto, não eu.
Coringão heroicamente empatou nos minutos finais. Gritei e vuvuzelei e assobiei que nem maluca na sacada, dividindo a minha alegria com os vizinhos e, pelo eco que fazia, com o pessoal do Japão também.
28/7 – Rumo à NYC - Trabalhei que nem gente grande até o horário do almoço e depois, dá-lhe correria. Cheguei em casa, fechei as malas e lá fui eu, com 3 malas pretas grandes pelo elevador. Risadinhas paralelas e olhares estranhos por conta do caso do Yoki. Aff. Corre pra mamãe, deixa as malas. Vai até o Centro da Cidade resolver pepinos empipinados. Volta pra casa pra banho e colocar no peito a nossa camisa do Timão. Casa da mamãe pra pegar filhote e malas. Bora pro aeroporto. Ufa, deu tempo!

Já no aeroporto, muitos corinthianos retornando de Buenos Aires e por pouco não encontramos os jogadores do Corinthians, que pena!!

Já prontos para o embarque. NYC, prepare-se, aí vamos nós!

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