sexta-feira, 14 de junho de 2013

Uma Bomba Relógio chamada Brasil.

Não, eu não ando de transporte coletivo.

Meu filho, sim, e grande (se não a maior) parte da população também.

Graças a Deus eu também não dependo de saúde e educação pública.

Quer dizer que porque EU (e o MEU umbigo, meu, eu, eu, meu) não preciso destas coisas eu tenho que concordar com os absurdos/abusos deste país?

Será que ninguém vê que o buraco é BEM mais em baixo?

Será que ninguém vê que estamos com uma bomba relógio nas mãos?

O povo está cansado de ser chamado de palhaço.


Realmente o brasileiro é um povo pacato mas paciência (sempre) tem limite.

Nesta "guerra" especificamente andam juntos (porém não com a mesma linha de raciocínio, óbvio) manifestantes reais e baderneiros que nem sabem o porque estão lá. Os manifestantes porque entendem a causa a ser lutada e defendida, enquanto os baderneiros são resultado da péssima qualidade na educação de nosso país (e educação dentro de casa também, claro!).

O sistema está sofrendo com o que ele mesmo criou.


Estamos acostumados a ver nos noticiários absurdos como a impunidade, a falta de investimento na saúde pública, na educação, por outro lado o impostômetro mostra valores crescentes que batem recordes dia após dia, políticos corruptos enchendo os bolsos com um dinheiro que seria suficiente pra resolver, se não todos, grande parte dos problemas acima citados. E tudo e todos acabam impunes.

Vocês querem que a gente fique com nariz de palhaço, sentado no sofá vendo a rede globo, até quando?

Se você é do tipo que reclama do trânsito causado pelos protestos, ou generaliza dizendo que todos são vagabundos, ou que porque eu tenho carro não posso me revoltar também, vista o seu nariz vermelho, eu não.

Ainda estou pensando em uma maneira de demonstrar toda a minha revolta. Sim, porque eu também não aguento mais. Por outro lado, como assalariada que sou, não posso me deslocar para os locais de manifestação, mesmo acreditando que lá tem muita gente bem intencionada e preocupada com o futuro desta nação.

Eu, Flávia, 37 anos, mãe, casada, secretária executiva, me preocupo com o futuro que este país tem a oferecer para meu filho, mas me preocupo muito mais com a possibilidade de que meu filho possa vir a ser mais um bundão resmunguento, de nariz vermelho, sentado no sofá!


Um comentário:

  1. Gostei muito do seu comentário!
    Fico triste de pensar que o preço da passagem, na maioria das vezes, recai é sobre o empresário... Então quase nem faz diferença para quem precisa!!! O transporte em si é uma vergonha! Ônibus lotados, que demoram a passar... Viajei de férias com o meu marido e ele que nunca tinha ido para a Europa e é deficiente visual ( vitima da segurança publica levou um tiro na cabeça em um assalto e simplesmente ficou cego!!!!) ficou encantado de andar de metro... Passando a cada 03 minutos e com total segurança!
    Vi que vc pediu a Glau uma receita, tem uma receita que eu amo!
    http://cinarasplace.blogspot.com.br/2012/02/cheese-and-herb-waffles.html?m=1
    Tomara que você goste

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