sexta-feira, 9 de maio de 2014

REencontros...

Tenho uma amiga que, depois de 2 anos de convívio, descobrimos que tínhamos estudado no mesmo colégio durante o colegial.

Eu fiz humanas. Ela também!

Ela estudou na classe do Santelli. E eu achava que também!

Ela era quietinha e sentava na frente. Eu...bem...não posso dizer o mesmo!!

E aí a pergunta...será que estudamos na mesma classe??? Será??

Depois de lembrar e esquecer várias vezes de procurar a foto da tchurma dos formandos...lá fui eu.

Peguei a foto, e tive certeza que estudamos na mesma classe! Nossa voz mudou, mas nossos cabelos....também!!



Postei a bendita foto no Facebook. Os Formandos de 1994. Roupas, cabelos, tudo engraçado. Alguém comentou a foto, virou o maior blá blá blá saudosista e resolvemos marcar algo na semana seguinte (com direito a página do evento e várias fotos hilárias daquela época). A priori a idéia era nos encontrarmos no bar que fica em frente ao colégio, aquele que abrigou nossas bebedeiras (até o diretor do colégio uma vez baixou por lá pra nos resgatar na marra), nossos trucos, farras e cabuladas por longos 3 anos, o Bar Azul.


A foto! (O tempo foi bem generoso comigo, beeeem generoso!!!rsrs)

Mas concluímos que agora, 20 anos depois, aquele local é da "new generation"...escolhemos outro barzinho nas proximidades e lá fomos nós.

As pautas foram as mais diversas, tentamos lembrar dos nomes das figurinhas carimbadas, das nossas manias, dos bedéis (coitados, que tentavam a todo custo nos manter em sala de aula, geralmente, sem sucesso), as músicas que gostávamos, do que se passou, tudo, regado às lágrimas de tanto rir. Porque os anos passaram, mas a essência não muda, que bom!


Uma das trilhas sonoras preferidas naquela época e presente na minha vida desde então!

Até que chegamos num assunto engrassadíssimo e um tanto estranho:

O dia da Ovada.

O Objetivo da Luis Góes era um dos poucos, se não o único, que tinha o seu pátio (onde ficávamos durante os intervalos) todo aberto, sem cobertura e só uma grade vazada nos separava da rua. No calor, uma delícia. Tomávamos sol e nos esquecíamos de voltar pra classe. No frio ou chuva, um horror.
Esse dia já era conhecido pelos alunos que estavam lá há mais tempo.
Alunos da unidade da Paulista (onde estudavam os mais loucos, os mais baderneiros, os mais mais) se juntavam com os ex alunos da nossa unidade e de picapes, motos e a pé mesmo, todos encapuzados, arremessavam para dentro do colégio VÁRIAS DÚZIAS DE OVOS.

Era ovo pra todos os lados, um corre corre, gente caindo pelo caminho, muitos, sujos de ovo. O incidente durava nem 3 minutos mas era capaz de provocar alvoroço geral e MUITA sugeira.

Os sujos de amarelo eram dispensados para irem para casa. E terminado o intervalo o pessoal da limpeza iniciava os trabalhos. E quem seguia limpo só dava risada. Haviam também os que, bem nesse dia, não desciam para o pátio, o que gerava desconfiança de que alguns teriam "informação privilegiada".


E a gente olha tudo isso hoje e acha saudável. Claro, um desperdício de comida. Mas se formos pensar como andam os dias de hoje, as brigas filmadas e postadas, aluno desrespeitando professor e vice versa dentre tantas outras atrocidades nas escolas, só resta agradecer os dias felizes, SEM celular, internet e de puro convívio Tête à Tête em que vivíamos.

Éramos felizes e sabíamos! Que bom!



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